O último amolador da Tijuca ainda passa às terças
Aos 71 anos, Aristides Moura faz o mesmo trajeto desde 1979. A flauta de três notas agora divide a rua com o motoboy.
por Helena Duarte
Às 8h40 de toda terça, o som chega à Rua Uruguai antes dele. São três notas, sempre as mesmas, tiradas de uma flauta de pã de plástico verde comprada no Saara em 1994, quando a de bambu rachou. Aristides empurra a bicicleta adaptada ladeira acima, para na porta da padaria e espera. Em dia bom, afia onze facas e duas tesouras. Em dia ruim, conversa.